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O KUNG FU NA ESCOLA

Assim como outros esportes , as artes marciais têm muito a ensinar: despertam a consciência sobre o próprio corpo,o desenvolvimento não é apenas físico, pode-se dizer que toda arte marcial está fundamentada em princípios filosóficos e espirituais muito fortes, que buscam o desenvolvimento do intelecto e do caráter, ou seja, desenvolver o indivíduo em sua totalidade.

 

Perseverança, autoconfiança, autonomia, responsabilidade e capacidade de superar os limites são algumas das lições aprendidas no tatame e muito valorizadas em    outras esferas da vida.

É preciso lembrar que se trata de  práticas milenares , que trazem consigo elementos importantes sobre algumas culturas, em especial as do Oriente. É uma parte importante da história cultural da humanidade.

Apontando para uma visão lançada a partir dos anseios “Artísticos Marciais”, a qual tende (quase sempre) especificar o amplo conceito, ao qual o termo KUNG FU se encontra como sujeito, pode-se afirmar que: Trata-se de um “sistema integrado” (PARULSKI, 1996) em formas e métodos de combate, aprimoramento da aptidão física, formas de relaxamento e meditação. Sua prática abrange aspectos de relevância medicinal e sua filosofia baseada em princípios culturalmente morais e éticos de conduta, constitui mais do que uma prática saudável, se caracterizando como um modo de vida em essência e existência.

É necessário “preservar o valor expressivo dos movimentos e das atitudes corporais, sem deixar de visar a eficácia gestual” (Le Boulch), o que não significa a mecanização do corpo a partir de princípios Biomecânicos. É de estrema importância ainda, salientar o trabalho das lutas no desenvolvimento de esquema corporal e postura, o praticante deve constantemente se adaptar, equilibrar, corrigir em uma nova posição e para isso deve mentalizar ou imaginar os passos seguintes.

Kung fu é o termo mais conhecido para designar todas as formas de artes marciais, desenvolvidas e praticadas na China (berço das artes marciais).

O Kung fu é uma luta marcial chinesa que surgiu há mais de 4.000 anos. Um dos berços foi o templo shaolin no estado de Honan (norte da China), onde os monges, devido a sua dedicação e devoção, obtinham resultados excepcionais através do domínio técnico, físico e mental. A principal característica do kung fu são os movimentos (ataque e defesa)  baseados em animais, entre eles o  tigre, serpente, louva-a-deus ; e, elementos da natureza, montanha, bambu, água, fogo, terra … e, também os princípios que regem o universo (Yin e Yang) que combinados com os movimentos criados pelos mestres, deram origem aos diversos estilos de mãos livres, bem como uma grande variedade de armas.

Partindo para o aspecto histórico/educacional do Kung Fu, tem-se nos templos de Shaolin antiga instituição de ensino onde crianças eram deixadas às portas por seus pais, estes com a esperança de que os monges as acolhessem e as educassem. Muito se pode falar a respeito de Shaolin, principalmente no que se refere às artes marciais, mas o que é pouco frisado nos violentos filmes de luta é o seu forte caráter educacional e disciplinar.

As crianças logo que entravam no templo recebiam água, comida e uma simples tarefa como varrer o chão ou limpar uma das salas, aquela que se recusasse ou não cumprisse a tarefa estipulada era mandada de volta para casa (…) as que ficavam não iniciavam imediatamente o aprendizado do Kung Fu e podia passar muito tempo até que isso ocorresse, tarefas eram impostas enquanto responsabilidade, respeito e paciência eram lhe ensinados, além de literatura, aprenderem a trabalhar na lavoura, a conhecerem a doutrina Budista e o que fosse necessário para a sua sobrevivência.

Após algum tempo de reconhecimento do caráter da criança os mestres ensinavam-lhes os primeiro passos do lendário Kung Fu Shaolin, tido como “o ouro do templo”, assim chamado não apenas por sua eficácia, mas por garantir grande vantagem e segurança num período de constantes guerras.

Hoje, com a transformação Cultural e Social, os métodos de ensinamento e aprendizado logicamente devem ser adaptados a realidade atual, contudo é interessante pensar que a 2500 a.C. o povo chinês, em particular o Monge Shaolin (500 anos atrás) tinha a concepção integral de Homem e não a dualista pensada bem mais recentemente por Descartes.

Preconceito (estigma).

Se  os benefícios são tantos, por que ainda há tão poucos professores dispostos a incluir artes marciais nas aulas?

“Sempre  alguém vai contra”. Talvez, uma das maiores dificuldades encontrada em qualquer proposta direcionada ao aprendizado e ensinamento de qualquer modalidade que envolva a luta, o combate, a arte marcial em si, seja a aceitação desta.

O primeiro entrave é a associação entre as disputas no tatame e a agressividade essa idéia é equivocada: na luta, o outro não é um inimigo; é só um adversário, e a relação não é de agressão, mas de interação. Não é à toa que, na maioria das artes marciais, os embates começam e terminam com um cumprimento.

Esse tipo de pensamento errôneo de  se deve a uma conotação de agressividade das artes marciais: o puro e simples contato corporal, na forma de lutas. Com certeza esse é um  dos aspectos que as artes marciais contemplam, pois séculos atrás, na China feudal, os monges dos templos Shaolin faziam uso das artes marciais para a defesa de seus domínios, nos filmes de artes marciais, distribuem-se socos e pontapés .Hoje vemos  a propagação da mídia das lutas, gerando a  idéia de que as lutas se traduzem exclusivamente em “trocar” golpes sem nenhuma filosofia permeando a prática.

O ser humano tem a agressividade como um sentimento inato, o que não deve ser feito é exaltá-la como uma virtude, e sim canalizá-la para o uso correto.

Importância do Professor.

Hoje, as artes marciais estão longe de ser uma simples arma de defesa. São um esporte destinado à formação e preparação integral do homem e, mais que isso, um importante canal de divulgação da milenar cultura oriental, que tem muito a ensinar.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, todo professor deve dar aos alunos uma visão geral das artes marciais, passando pelos elementos mais interessantes de cada uma. Sim, elas têm movimentos, técnicas, códigos e filosofia  próprias.  E é com base nessas características que você pode adaptar o ensino do kung fu na escola da forma como atinja melhor a seus objetivos

Sendo assim os  professores de Educação física podem fazer uso do kung fu como uma arte marcial com conteúdo a ser trabalhado na escola, pois além de desenvolver capacidades físicas e motoras, cria nos alunos sensos de disciplina, cooperação, sociabilidade, auto estima e responsabilidade, entre outros.

Neste campo, costuma-se frequentemente afirmar que o professor é o espelho do aluno. Na escola, a imagem do educador deve estar sempre presente em contraposição a imagem do atleta. O aluno deverá entender a importância da prática e no que ela implica em seu crescimento pessoal, a questão atlética e esportiva da luta pode ser tratada dentro de outros contextos (academias e ginásios).

Além de constituir o conhecimento necessário para se ministrar uma aula dentro da escola o professor que se propor a ensinar movimentos de lutas ou arte marcial a seus alunos, deverá estar “tranquilo de espirito” ou em outras palavras, estar sempre vivenciando a filosofia que ele próprio se propõe a ensinar.

Arte Marcial (luta) bem ministrada se torna um catalisador da violência.

·         Estimula o aprendizado;
·         Melhora a concentração;
·         São inumeráveis os benefícios fisiológicos e a saúde;
·         Trabalha as possibilidades motoras;
·         Benefícios Psicológicos: Autoconfiança, Auto estima, Autonomia;
·         Trabalha a: Afetividade, Cognição, Motricidade;
·         Aprimora o caráter disciplinar do indivíduo;
·         Respeito próprio e para com os outros;
·         Responsabilidade .
O trabalho de lutas enquanto componente curricular dentro das aulas de Educação Física, tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio, sobretudo respeitando a faixa etária do aluno de acordo com o grau de complexidade da atividade proposta, pode, e auxilia muito no desenvolvimento do indivíduo como um todo. O reflexo positivo da prática do kung fu na escola é relatado por professores de outras disciplinas, onde em muitos casos contribui para a superação de dificuldades  de aprendizado ou de atenção.

Deve-se salientar a importância da não mecanização dos movimentos, para que o aluno possa vivenciar de forma prazerosa o conteúdo e as diversas possibilidades de execução de cada atividade proposta. O aluno deve estar livre, mas não “solto”, sendo assim, o acompanhamento nos sucessos e fracassos é de fundamental importância, tanto como feed back do professor como para a aquisição de autoconfiança do aluno.

Em nenhum momento devem ser banalizados as conquistas ou fracassos do aluno, em se tratando de lutas e artes marciais a agressividade (algo inerente de todo ser humano) deve ser devidamente canalizada e atitudes violentas coibidas.

Cada aluno poderá se encontrar em um estágio de desenvolvimento deve-se então, frisar a importância da filosofia marcial e do trabalho em equipe, tanto para o crescimento pessoal, como para o próprio aprimoramento motor.

Todos alunos devem ser respeitados igualmente.

Bibliografia:

LE BOULCH, Jean. Rumo a uma Ciência do Movimento Humano; trad. de Jeni Wolff. – Editora Artes Médicas, Porto Alegre, 1987.

NATALI, Marcos. Filosofia Kung Fu. – Meditações e Ensinamentos Espirituais. Editora Tecnoprint S.A., 2ª edição, Rio de Janeiro/RJ, 1986.

————————. Shaolin Kungfu. Published by China Pictorial Publishing House. Printed by the Jingmei Color Printing Co., Ltd., Bei jing/China, May 1996.

DESPEUX, Catherine. Tai Chi Chuan – Arte Marcial, técnica da longa vida. Editora Pensamento, São Paulo/SP, 1995.

PARULSKI, George R., Jr.. Os segredos do Kung Fu. Tradução de Rosane Maria Pinho, Editora Record, Rio de Janeiro/RJ, 1996.

HUANG, Chungliang Al e LINCH, Jerry. O Tal do Esporte – A filosofia oriental aplicada ao desempenho nos esportes, nos negócios e na vida pessoal. Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves, Editora Best Seller, São Paulo/SP, 1992.

CLAVELL, James. A Arte da Guerra – Sun Tzu. Tradução de José Sanz, 12ª ed., Record, Rio de Janeiro/RJ, 1983.

HASSAN, Daniel e CASTRO Ricardo,  O Tatame ao alcance de todos, edição independente

REVISTA – Nova escola.

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